Dynamica realiza com sucesso o seminário Diálogos 2014

O segundo dia reuniu os participantes com entusiasmo renovado nas atividades e debates.

Fotos: Airton Lopes

O primeiro painel do segundo dia do Seminário Diálogos 2014, focado em Sustentabilidade e Mudanças, contou com a especialista e também consultora da Dynamica, Catarina Silveira. Sua apresentação chamou a atenção dos participantes com explicações sobre os reais motivos para se trabalhar com a sustentabilidade nas empresas, expondo pontos preocupantes como a capacidade do homem em esgotar todos os recursos renováveis que a natureza é capaz de oferecer de forma sustentável no período de um ano, em apenas oito meses.
Catarina compartilhou ainda informações sobre a pesquisa da “New Era of Sustainability”, realizada pelo Pacto Global das Nações Unidas, em 2010, a qual deixa claro que 93% dos CEOs acreditam que as questões de sustentabilidade serão críticas para o sucesso futuro do negócio; 96% deles ainda acreditam que a sustentabilidade deve ser plenamente integrada na estratégia e nas operações de uma empresa; outros 88% dos entrevistados creem que a integração da sustentabilidade deve ser feita em sua cadeia de suprimentos, sendo que 54% acreditam que isto foi conseguindo na sua empresa.

 

ALF 4360Dando seguimento à discussão do tema, Aron Zylberman, Diretor Executivo do Instituto Cyrela, falou sobre Ética e Sustentabilidade Socioambiental e comentou que sustentabilidade é viver da “renda mínima”, da terra, utilizando a capacidade de prover serviços ambientais, que fazem parte do capital natural, e capital social, uma vez que os recursos estão se esgotando. Durante seu discurso, Aron mostrou a situação de escassez de recursos fundamentais para o bom funcionamento da sociedade, destacando a importância da mudança dos modelos de negócios para que a sobrevivência das espécies, inclusive a humana, não seja comprometida.

O executivo também relatou que, em 2050, precisaremos de três planetas Terra para viver, o que terá impacto direto na vida das pessoas. Isso irá acontecer, segundo ele, pois o número de habitantes diminuirá drasticamente, indicando o número de tragédias que podem acontecer diante dos impactos ambientais.
“Atualmente, a reprodução dos peixes está em declínio. Possivelmente, em 2050, o consumo de peixe será
restrito às pessoas muito ricas. Há mais de uma década se discute que chegaríamos a essa situação com relação à falta de água, não só em São Paulo, mas também em outras metrópoles. Não existe uma ação voltada para a demanda dentro do modelo utilizado pela Sabesp. E assim, economicamente, somos extremamente afetados e todas as empresas também serão atingidas.”, explica Aron.
Para o executivo, as empresas têm obrigação de colaborar com o governo, realizando um diagnóstico de suas externalidades negativas, elaborando um plano para eliminá-las e mitigá-las. Além disso, ressalta que as empresas devem focar nos resultados em longo prazo e fornecer produtos e serviços que beneficiem a sociedade.

ALF 4467O terceiro participante do painel, Herlon Goelzer, Assistente do Diretor Geral Brasileiro da Itaipu Binacional, exibiu o Sistema de Gestão da Sustentabilidade – SGS, o qual auxilia a execução do Plano Empresarial, na rota da Visão 2020 da Itaipu Binacional, coordenado por ele. O sistema trata-se também de uma gestão de mudança, não só gerencial, como comportamental.  Segundo a rota de Visão 2020 da companhia, seu objetivo é consolidar-se como geradora de energia limpa e renovável com o melhor desempenho operativo e as melhores práticas de sustentabilidade do mundo.
Herlon relata que apesar do SGS estar caminhando de forma adequada, seu maior problema está relacionado à gestão de pessoas. “Algumas pessoas dentro da empresa têm dificuldade de entender e realizar ações sustentáveis. A participação em eventos como esse é de grande valia, pois como há ajustes a serem feitos todos os processos, a troca de informações e experiências com os participantes, nos permite enxergar novos horizontes.”. Ele ressalta que a Itaipu é uma empresa preocupada e engajada com desenvolvimento na plenitude. Isso fica evidente partindo-se do principio que a empresa tem como preceito básico de que a sustentabilidade tem que ser de dentro para fora da empresa, ou seja, os colaboradores precisam seguir as linhas sustentáveis também em suas vidas privadas.

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Para fechar o primeiro painel, Cláudia Sérvulo (foto), responsável pela gerência corporativa de comunicação e responsabilidade social do Grupo Solví, apresentou um case do grupo que mostrou, de forma clara, a preocupação da empresa em ser sustentável. Ela deu exemplos das dificuldades vividas no dia-a-dia na relação com o executivo da área de unidade de negócios. Segundo ela, o colega levanta o problema da empresa precisar ser competitiva em relação aos concorrentes, mas que exatamente pelo fato de ter que seguir uma série de ações sustentáveis, acaba perdendo oportunidades de fechar negócios, já que possui um preço mais elevado que o da concorrência. “Sustentabilidade deve ser um jeito de ser e de fazer, ser a visão para sustentar o negócio da empresa. Conhecer para saber, praticar para internalizar, exemplificar para inspirar. Sustentabilidade sem justiça social não existe.”, afirma a gerente. Ela finalizou mencionando que no mercado uma incoerência entre o discurso e a prática entre as empresas.

Após as apresentações, os executivos passaram a responder os questionamentos dos participantes sobre os temas expostos.

Painel ressalta os desafios diários dos profissionais
O 2º painel do dia – Perfil do Profissional que atua com mudanças – foi aberto por Rafael Paim, fundador da Enjourney Consultoria e especialista em processos, que provocou os participantes com temas sobre o posicionamento dos profissionais em suas organizações. Ele fez questão de ressaltar a necessidade de oferecer autonomia para o líder mudar, pois na opinião de Paim, só assim ele perceberá o porquê da mudança. O palestrante ainda advertiu que mudar é bastante difícil, uma vez que nesse momento perde-se aquilo ao qual se estava habituado, e para isso é preciso estar preparado para essa mudança.
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Rafael Paim e Célia Dutra (saiba mais sobre os palestrantes)

Já Célia Dutra, Diretora de RH da Cosan S.A., abriu seu discurso com a indagação: “existe um perfil de profissional de mudança?” De acordo com ela talvez não exista e, por isso, precisamos focar em cultura quando falamos em mudança, pois ela que é o agente dessa ação. Sendo assim, a grande questão, na verdade, é a gestão da cultura. “Nós, do RH, cuidamos da cultura e temos que olhar a mudança no dia-a-dia. Você fala de mudança, mas deixa o modelo de remuneração antigo e acaba colocando o colaborador na dúvida para onde ir.”, complementa a diretora.

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Tereza Xavier e Renan Silva (saiba mais sobre os palestrantes)
Dois palestrantes fecharam o segundo dia de painéis do evento: a Gerente de Gestão de Mudanças do BNDES, Tereza Xavier, demonstrou a estrutura do banco, mostrando seus processos e projetos, iniciados em 2010, e que seguem até os dias atuais em pleno funcionamento.
Renan Silva, Coordenador do PMO Corporativo da Serasa Experian, explicou como é o perfil do patrocinador dentro de sua empresa além de abordar assuntos como a indispensável clareza da visão estratégica de projetos; o senso de necessidade e urgência e a autoridade executiva para superar obstáculos. Além disso, complementou seu discurso mostrando aos participantes as diferenças entre mudanças Evolutivas x Reativas.

Competências do novo profissional: “nós conseguimos sozinhos tocar a gestão de mudanças?”
Ao final das apresentações, os palestrantes foram convidados por Rafael Paim a sentar entre os participantes para responder a algumas perguntas. A ideia de Paim foi no sentido de que todos pudessem interagir com a “mudança”, além de explicar a necessidade de declarar a mudança e instalá-la.
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A mudança de posições deu nova dinâmica às discussões e gerou provocações estimulantes aos participantes. Algumas conclusões apontaram que não há um perfil específico para o profissional de mudança, pois todos podem trabalhar com isso, utilizando várias habilidades e não apenas uma especialidade, destacando que este profissional deve manter constantemente apurada sua sensibilidade para avaliar as ações realmente eficazes e viáveis de
realização.

Diálogos 2014 promove a troca de informações entre os profissionais
Para Célia Dutra, Diretora de RH da Cosan S.A, o seminário ajuda os profissionais a entenderem como podem se capacitar e ajudar as empresas a realizarem seus objetivos, entregando bons resultados de negócios.
A Analista de Projetos da CPFL, Fernanda Rodrigues, destacou a produtividade alcançada no evento. “Achei perfeito, o dia passou bem rápido o que mostra ter sido bastante produtivo e muito interessante. Deu para perceber que as empresas passam pelos mesmos problemas e momentos, demonstrando que é sempre possível trocar informações e experiência.”, destaca.
Já Marcela Ribeiro, profissional de RH, que participa pelo segundo ano do encontro, trata-se de um espaço especifico para falar de gestão da mudança difícil de encontrar. “Gostei muito, foi um encontro excelente. Eu já havia gostado no ano passado por isso fiz questão de participar esse ano novamente.”
“Achei muito interessante a oficina do xadrez, pois foi muito bom utilizar o jogo com metáfora. Estou ansioso para ter acesso ao material que será distribuído. Hoje participei da oficina sobre teatro que tratou muito da comunicação, deu para ter bastantes insights.”, exalta Danilo Amorim, Técnico no BNDES.

Oficinas para novas experiências
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Nany di Lima, D’arcy Dorman e Flávio Tavares: coordenadores das oficinas para mudanças
(saiba mais sobre eles).

No 2º dia as 3 oficinas cumpriram novamente o papel de estimular a integração entre os participantes e ao mesmo tempo provocá-los com novas experiências. Destacaram-se os exercícios envolvendo a percepção do próprio corpo, usando seus movimentos como maneira de expressão pessoal e de aproximação com os outros participantes. A condução da oficina de exercícios teatrais foi de Nany di Lima.
Confrontar opiniões ou ideias preconcebidas e enxergar a partir de novas perspectivas, eis a temática da oficina conduzida pelo especialista em Action Learning, D’Arcy Dorman. Finalmente, assimilar regras diante de problemas novos e enfrentá-los dividindo responsabilidades com o planejamento de ações conjuntas foi o enfoque que orientou a oficina de xadrez de Flávio Tavares.
O conceito que sustentou a realização das oficinas firmou-se, e as atividades contribuiram para a interligação entre os Painéis Temáticos e seus participantes deram sua contribuição à Árvore de Lições Aprendidas.

Lições Aprendidas
A discussão sobre a Prática de Lições Aprendidas e a avaliação de sua aplicação nas organizações esteve presente no Seminário. Os participantes anotaram opiniões, e questionamentos, resultantes de suas atividades em grupo durante os Painéis Temáticos e nas Oficinas para Mudanças. Vejam algumas das anotações divulgadas em nossas “árvores de lições aprendidas”:

arvoreliçõesaprendidas“Sacrifício temporário é igual a benefício futuro”

“Política de remuneração alinhada às mudanças que a empresa almeja”

“Mudar dói, mudar cansa”

“Compartilhar conhecimento diminui o nível de concorrência interna”

“Líder não é cargo, é atitude!”

“Se você não gosta de política certamente será dominado por alguém que gosta”

“Desapegar-se do imediatismo”

“Adapte o discurso para atingir o ponto certo do patrocínio”

“A solução, o sucesso, começa com saber perguntar e saber ouvir”

“Não há Planeta B!”

“Respeite seu tempo, ele é muito valioso”

“GMO como competência das pessoas, não necessariamente como área”

“Sustentabilidade como modelo de negócio, não como área”

Conheça a página de Lições Aprendidas com todas as declarações aqui.

Leia a matéria sobre o primeiro dia do seminário aqui.
Visite o hotsite de Diálogos 2014 por aqui.
Visite o hotsite de Diálogos 2013 por aqui.

Diálogos 2014 – Conduzindo Mudanças Organizacionais

17 e 18 de setembro
Horário: 09:00 às 18:00h
Local: Hotel Transamérica Prime International Plaza – Salas Américas
Alameda Santos, 981 – Jardim Paulista – São Paulo – SP