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Fórum da AMCHAM-SP aborda a "questão T" 

 

Fórum sobre gestão de pessoas discutiu questões de gênero no mundo corporativo.
Evento contou com patrocínio da Dynamica Consultoria.

Fotos: Dynamica Consultoria

O Fórum de Gestão de Pessoas realizou-se sob o tema "A questão T no mundo corporativo: transgêneros, transexuais e travestis", em 23 de novembro. Cerca de 300 participantes acompanharam os painéis organizados em 2 blocos: a contextualização do "gênero" como tema social e a importância do Terceiro Setor como referência para tratar e discutir o tema. Participaram técnicos, especialistas e executivos ligados a organizações sociais não-governamentais, ao poder público e empresas que já incorporaram o tema à sua atuação. Mais uma iniciativa da AMCHAM-SP Câmara Americana de Comércio patrocinada pela Dynamica Consultoria. Programa detalhado do fórum aqui.
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Realidade sócio-cultural
Os palestrantes confirmaram que é essencial o debate e a divulgação da situação social da população categorizada como "T" (travestis, transexuais e transgêneros), que deve seguir no mundo corporativo levando em conta os marcos constitucionais já alcançadas pelo país. Há dramas reais a serem solucionados, que subsistem a despeito de nossa legislação. De acordo com dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais, 90% das travestis e transexuais sobrevivem na prostituição - indicando que a opção advém, entre outras razões, da dificuldade em completar estudos ou obter aceitação profissional em virtude de preconceitos arraigados no mercado de trabalho. Para Claudio Neszlinger (Neszlinger Consultores Associados) começar a discutir os temas em questão revela "o quanto somos ignorantes nisso. Todas as empresas falam que precisam de inovação. E a inovação começa com a inclusão da diversidade, que é essencial para a sustentabilidade das organizações a longo prazo".

Experiência na área pública
gestaopessoasamcham2A sensibilidade do poder público a certas questões sociais sempre depende do empenho e disposição de seus colaboradores diretos e, de acordo com as condições políticas, pode prosperar e se consolidar. Angela Lopes contribuiu com o fórum com sua experiência como primeira gestora transexual e ex-diretora da Divisão de Políticas para a Diversidade Sexual do município de São Carlos (SP). Angela afirma que "a expectativa de vida média de uma pessoa trans no Brasil é de 35 anos de vida. Quando falamos de trabalho, trata-se de um direito elementar. Por que será que 90% das travestis e e transexuais subsistem da prostituição?". E completa: "a Constituição fala muito do direito à personalidade, a identidade como inviolável e inalienável. só que nós, trans, não temos esse direito garantido".

As empresas e o tema
gestaopessoasamcham1O mercado está procurando enfrentar os temas relacionados a gênero de maneira mais séria e não apenas como estratégia de marketing. Sim, as empresas estão buscando caminhos para lidar com os perfis que compõem seu público consumidor mas também estão voltadas a compreender as necessidades de seu público interno, seus colaboradores. Segundo Ana Lucia Caltabiano (diretora de RH na GE Latin America), "temos uma abordagem educacional em relação às questões de diversidade na GE. Acreditamos que o caminho a percorrer é o do entendimento". Para Karina Chaves (Gerente de Responsabilidade Social e Diversidade no Carrefour) o tema "apareceu como relevante para nós, pois temos colaboradores e clientes que são "T". Mas nem sempre foi fácil, o tema ainda é muito novo". Ela também destaca que "no Brasil ainda não temos legislação adequada para a pessoa mudar seu nome civil, o que pode ser constrangedor para uma pessoa T". Reforçando a necessidade de disseminação de informação e renovação da cultura organizacional, João Torres (líder de Projetos na Dow - Networking LGTB) afirma que "uma das desculpas que ouvimos nas empresas é que elas não estão preparadas para receber a diversidade. Mas as empresas nunca estarão completamente preparadas para isso".

O meio social e as organizações
A sociedade encontra maneiras variadas para representar suas reivindicações, expressando suas demandas a cada momento histórico. As ONGs (Organizações Não Governamentais) vêm trabalhando alheias a modelos tradicionais de manifestação e organização, atualizando as formas de representar as necessidades sociais que se renovam e que ás quais as estruturas institucionais conhecidas não conseguem responder rapidamente. Dessa forma, é importante incorporar como referência suas manifestações e o fórum registrou seu posicionamento:
"Enquanto trans, temos nossa cidadania tirada muito cedo. Nosssos direitos básicos são negados desde a infância e a adolescência. Então, como seremos inseridas no mercado de trabalho sem termos direitos básicos?"
(Ariel Nolasco, técnica administrativa do Programa Transcidadania)
"A gente faz um esforço para capacitar as pessoas e, de outro, sensibilizar as empresas para contratar essas pessoas. Quando ouço que uma empresa de 50 mil funcionários tem 30 pessoas trans contratadas, fico triste. Isso mostra o quanto precisamos melhorar" 
(Cristina Saturnino, Rede Cidadã)
"Costumo falar que a primeira coisa que a pessoa trans perde quando se assume é a família. E quando ela fica no armário e não se assume, ela perde a vida. Não escolhemos quem somos. A opção sexual e de gênero que existe é de assumir ou não, porque a opção de escolher ser não existe".(Marcia Rocha, TransEmpregos)

Essa discussão, ainda recente no meio corporativo, já acontece há algum tempo nos encontros temáticos realizados pela AMCHAM-SP. Seguem os links para alguns destes eventos:

Amcham lança cartilha inédita para empresas de todos os portes em Fórum de Diversidade
Carrefour respeita a diversidade para que seu público se sinta representado
Marcas têm que se comunicar com o público de diversidade sem usar esterótipos, diz consultor

Convergindo conhecimentos
gestaopessoasamcham4Os temas relacionados à questão de gênero são da maior relevância para a sociedade brasileira contemporânea e o mundo corporativo só tem a ganhar ao incorporá-los, seja para a sustentabilidade dos negócios ou modernização de seus modelos organizacionais, com efetiva demonstração de responsabilidade social. Para Lyrian Faria (foto), sócia-diretora da Dynamica Consultoria, "o saldo das discussões foi altamente positivo. A Dynamica continuará apoiando eventos como este, em 2017, e aperfeiçoando nossa metodologia de trabalho, em especial na gestão de pessoas e renovação da cultura organizacional".
De acordo com Carlos Eduardo Fumani, responsável pela área de relacionamento com clientes da consultoria, o fórum "espelha a renovação constante da sociedade, e sem compreensão das formas de relacionamento humano e necessidades das pessoas, não há como dar solidez, por exemplo, ao trabalho em equipe nas organizações". Para Fumani, "é fundamental que o trabalho de gestão de pessoas sustente a renovação da cultura corporativa e, em última palavra, a gestão de mudanças".

Para mais informações sobre a atuação da Dynamica Consultoria, escreva ou telefone:

dynamica@dynamicaconsultoria.com.br     (11) 2532-8889

Conheça outros eventos patrocinados  pela Dynamica Consultoria:
1º Summit ISACA-SP
Semana do Empresário - PUCJr.
Coffee.net
2º Coffee.net
workshop "Alto desempenho na melhoria de processos"
Fórum "Liderança para transformação dos negócios"


Fórum Gestão de Pessoas A questão T no mundo corporativo: transgêneros, transexuais e travestis
23 de novembro de 2016 - 08h00 às 12h00
Local. Amcham Business Center - Rua da Paz,1431 - São Paulo - SP
Organização: AMCHAM-SP
Patrocínio: Dynamica Consultoria


 
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