Diálogos 2014: entrevistas

Acompanhe a entrevista com o prof. Luiz A.Stevanato, palestrante no seminário Diálogos 2014.
luizstevanato entrevista

O Prof.Dr. Luiz A.Stevanato é professor na FIA – PROCED (veja biografia aqui). Vai participar do seminário Diálogos 2014 integrando o painel Patrocínio da Mudança (veja detalhes da programação aqui).

Como é possível avaliar o momento certo para dar inicio a uma mudança organizacional?

Essencialmente existem dois tipos de mudanças: aquelas induzidas por forças externas – clientes, concorrentes, governo, tecnologia etc. – e mudanças induzidas desde dentro da organização derivadas de decisões estratégicas, adoção de novas tecnologias e sistemas administrativos, alterações no perfil dos funcionários, alterações na cúpula da empresa etc.. Este último tipo pode, inclusive, ocorrer para responder às pressões externas ainda em estágio inicial, quando elas não se caracterizam como imposição. Resumindo a coisa que é bastante complexa, posso dizer que “o momento mais adequado”, por assim dizer, é quando os desafios internos ou externos superam a capacidade instalada da organização responder adaptativamente a eles. Neste ponto, seria indicado iniciar um processo de mudança, no sentido de elevar a capacidade da companhia de responder às pressões.  Note, contudo, que a percepção que o corpo gerencial tem do problema e do “momento adequado [timing]” sofre distorções que podem levar a respostas equivocadas ou a atrasos nas reações.

Qual a importância de um evento como Diálogos para o mercado? Acredita que essa seja a oportunidade para os profissionais ampliarem seus conhecimentos sobre GMO?
A educação executiva é uma solução de longo prazo, aliás, como é todo processo educacional. Ele não entrega resultados de imediato. Nesta perspectiva, um evento como o “Diálogos” é um ponto de partida não de chegada que para ser consequente, necessita encontrar uma solução de continuidade por parte dos participantes.

O nível de formação do gestor brasileiro, em geral, é muito fraco, naturalmente, com louváveis exceções. De modo geral, faltam formação básica, cultura geral e conhecimentos de modelos e ferramentas críticas para o trabalho. Mas, repito, o evento “Diálogos” é um ponto de partida, que não podemos nos dar ao luxo, como educadores e consultores, de desperdiçar.

Como identificar riscos aceitáveis das mudanças organizacionais?
A noção de risco varia segundo a cultura de cada empresa. O que parece aceitável para uma pode estar além do razoável para outra. Mesmo assim, posso dizer que idealmente, mudanças quando conduzidas com foco estratégico e parcimônia implicam em riscos aceitáveis, uma vez que os potenciais benefícios superariam os custos trazidos pela iniciativa.

Discorra sobre os temas que irá abordar no evento Diálogos
– 70% das iniciativas de mudança e inovação fracassam, por que?

– Competências críticas: sensibilidade cultural e habilidade política;

– Hubris gerencial [arrogância, delírio de grandeza] como fonte de fracassos;

– Como utilizar a cultura a favor do processo de mudança e

– Como agir para reduzir as resistências políticas.